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Chineses não conseguem investir no Brasil por causa de burocraria, diz representante

Durante reunião da Aprosoja, realizada em Água Boa nos últimos dias, os produtores questionaram, durante o evento, o executivo chinês Lin Tan, que estava presente, o porquê de os chineses não investirem em infraestrutura logística em Mato Grosso, já que o déficit de transporte impede o escoamento dos grãos e sendo o estado o principal cliente da China, com 70% da soja produzida sendo enviada ao país. “É muito difícil investir no Brasil. Queremos investir, mas aqui há muitas regulamentações e regras, muito mais burocráticas que as da China”, disse Lin.

Para o produtor e delegado da Aprosoja, Junior Garruti, o grande problema no Brasil é que os governantes não cumprem seu dever. “O governo não decide o que é prioridade. A falha é um problema cultural, nossos governantes não têm voz ativa. São criados muitos ministérios e um acaba atrapalhando o outro, um manda e outro desmanda”, disse Garruti.

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Lin Tan também explicou que muitos empresários chineses vêm com a intenção de investir em silos, ferrovias e portos, mas que a primeira dificuldade é encontrar as pessoas certas para tratarem desses investimentos. “Os chineses estão certos de que é o governo que cuidam desses investimentos aqui, pois na China o governo controla tudo. E quando chegam aqui não encontram as pessoas do governo. Nós entendemos que existem oportunidades de negócios aqui, mas se não encontrarmos a pessoa certa pra fazer isso acontecer, não há negócios”, esclareceu ele.

Já quando esse primeiro passo é superado, o segundo é os investidores e os beneficiados se conhecerem. Os chineses precisam se certificar de que o projeto é um bom investimento e ter alguma forma de garantia. Segundo Lin Tan, depois eles encontram outro grande problema, a legislação ambiental. “As regulamentações ambientais no Brasil, e em Mato Grosso, são muito mais rígidas que na China. Aqui tem reserva indígena e são necessárias várias outras licenças, há muita burocracia”, explicou.

Segundo o produtor José Luiz Polizeli, um dos assuntos que mais chamaram a atenção dele na palestra foi o controle que o governo chinês tem sobre o país. “Não imaginava que o governo chinês poderia ser ainda mais burocrático que o nosso, no sentindo de ter domínio sobre tudo”, afirmou. É a primeira vez que ele participa do Circuito e a experiência foi ímpar. “Eu gostei muito, as palestras tiveram um enfoque muito bom, forçou a gente a imaginar algumas situações e a pensar no mercado futuro. É muito diferente ter um representante aqui expondo a realidade de cada país. Uma coisa é ler a respeito, a outra é poder tirar as dúvidas pessoalmente”, finalizou.

Fonte: Noticias de Mato Grosso

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