Operação Integrada flagra postos de combustíveis com irregularidades em todo o estado

Oitenta e um postos de combustíveis foram fiscalizados, em Minas, na última terça (6/7) e nesta quinta-feira (8/7), seis postos foram interditados e 24 autuados até o momento.

Foto: Dirceu Aurélio / Sejusp

Oitenta e um postos de combustíveis foram fiscalizados, em Minas Gerais, até o momento, por meio da Operação Petróleo Real, deflagrada nesta semana em todo o país. Foram fiscalizados nesta quinta-feira (8/7) e na terça (6/7), 29 postos de combustíveis em Belo Horizonte e Região Metropolitana e cinco em Lavras, no Sul de Minas. Outros postos de cidades do interior também foram fiscalizados pelas equipes integradas, somando 81 estabelecimentos em todo o estado. Os números são da última atualização da operação, que ainda está em andamento.

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A deflagração foi feita simultaneamente em 24 estados e no Distrito Federal. Em Minas, as vistorias foram integradas e, segundo o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves, “a integração de tantas instituições proporciona uma vistoria completa nos postos inspecionados, verificando também a questão de sonegação de impostos, qualidade do combustível, integridade das bombas e equipamentos e questões de segurança”.

Balanço parcial

Até o momento seis postos de combustíveis em Belo Horizonte, pertencentes a um mesmo dono, foram interditados totalmente pela ANP. Nas amostras colhidas nestes locais foi encontrada a presença de metanol na gasolina vendida. A substância, que é altamente tóxica e inflamável, é consumida bem mais rápida pelo veículo em comparação à gasolina não adulterada.

Até o fechamento do balanço parcial foram: 204 bombas aferidas; 44 bicos de bombas irregulares; 81 postos fiscalizados e 24 postos autuados. Das bombas fiscalizadas pelo Ipem-MG até o momento, 38 estavam com irregularidades. Os principais erros encontrados foram bombas entregando menos combustível que o valor abastecido pelo consumidor e vazamentos nos equipamentos.

O balanço total dos trabalhos será divulgado nesta sexta (9/7), com o fechamento dos dados da operação em todo o país.

Investigações Criminais

A delegada Danubia Quadros, titular da Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), reforça que o trabalho vem sendo realizado e os envolvidos serão responsabilizados. “A operação está acontecendo desde a última terça-feira (6/7), em Belo Horizonte, e vários postos já foram interditados parcial e totalmente pela verificação da presença de metanol. As investigações continuam e os responsáveis serão indiciados assim que o Inquérito Policial for concluído e encaminhado à Justiça.

Já o delegado Alexandre Boaventura Diniz, responsável pela ação por parte da PCMG, na cidade de Boa Esperança, no Sul de Minas, destaca a importância desse trabalho. “A fiscalização tem efeito extremamente positivo, pois garante a qualidade dos serviços e dos produtos oferecidos nos postos de combustíveis”.

A operação é inédita e faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e capitaneada, em Minas, pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Há a participação e operacionalização efetiva da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Procons Municipais, Procon Estadual, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – Núcleo Regional Minas Gerais (ANP-MG), Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG), Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e também o apoio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG).

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