Rodoanel de R$ 12 bilhões pode ser alternativa ao trânsito pesado, mas obra está travada na justiça

Quem utiliza a BR-381 que passa por Sabará, Santa Luzia, Belo Horizonte e Caeté conhece os problemas enfrentados diariamente no trânsito da região. Acidentes, mortes, congestionamentos e dificuldades na circulação de veículos fazem parte de uma realidade que se prolonga há anos.

É nesse cenário que o Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte é apresentado como uma possível alternativa para desafogar o tráfego pesado. No entanto, o início das obras continua dependendo de uma decisão da Justiça Federal.

O impasse foi discutido na quarta-feira (9), quando o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, e prefeitos da Região Metropolitana se reuniram com o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), desembargador Ricardo Machado Rabelo. O grupo pediu agilidade na análise do processo que atualmente impede o avanço do empreendimento.

Sabará está no traçado do projeto

O Rodoanel atualmente licenciado prevê aproximadamente 70 quilômetros de rodovia, passando por oito municípios: Sabará, Santa Luzia, Vespasiano, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Contagem e Betim.

Para Sabará e as cidades vizinhas, a expectativa é que uma nova alternativa para o tráfego pesado possa contribuir para melhorar a circulação regional. A proposta do governo estadual é retirar parte dos veículos que hoje utilizam o Anel Rodoviário de Belo Horizonte e outras vias da Grande BH, reduzindo a pressão sobre os trechos já conhecidos pelos congestionamentos e acidentes.

Segundo o governo de Minas, a estrutura poderá ajudar a diminuir congestionamentos, reduzir o número de acidentes e melhorar o deslocamento de cargas e veículos. Os efeitos, porém, dependem da execução do projeto e de sua entrada em operação.

Obra parada e impasse judicial

A principal questão que trava o avanço das obras está relacionada à exigência de consultas a comunidades quilombolas afetadas pelo empreendimento. Segundo informações divulgadas pela Itatiaia, o impasse envolve a necessidade de realização de 150 consultas antes do prosseguimento do projeto.

Enquanto a definição não ocorre, a população continua enfrentando os problemas de mobilidade nas rodovias existentes. Na região de Sabará, Santa Luzia, Belo Horizonte e Caeté, os acidentes e congestionamentos são uma preocupação constante para motoristas, moradores e trabalhadores que dependem dessas vias.

A reunião no TRF-6 ocorreu em meio à cobrança de lideranças políticas para que a Justiça defina os próximos passos do processo. De acordo com as informações divulgadas, o projeto e sua cadeia de impactos econômicos envolvem cerca de R$ 12 bilhões em investimentos.

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